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‘O método e a estratégia valem mais que o esforço’

Resumo: Em 2010, Victor Maia tentava, pela primeira vez, inscreveu-se no concurso para agente da Polícia Federal. Para enfrentar a alta concorrência para ingressar em no órgão, que está entre os mais cobiçados do país, ele estudou, durante quatro meses, quatro horas por dia, de segunda a sexta-feira. Diante de um planejamento tão modesto, em especial considerando-se que é comum candidatos dedicarem fatia de tempo diária bem superior a essa, inclusive nos finais de semana, a primeira ideia que vem à cabeça é que, para Victor, esse foi mais um daqueles concursos em que ele ganhou experiência para novas disputas. Pois, não foi bem assim e esse foi seu primeiro caso de sucesso. (...)


Em 2010, Victor Maia tentava, pela primeira vez, inscreveu-se no concurso para agente da Polícia Federal. Para enfrentar a alta concorrência para ingressar em no órgão, que está entre os mais cobiçados do país, ele estudou, durante quatro meses, quatro horas por dia, de segunda a sexta-feira. Diante de um planejamento tão modesto, em especial considerando-se que é comum candidatos dedicarem fatia de tempo diária bem superior a essa, inclusive nos finais de semana, a primeira ideia que vem à cabeça é que, para Victor, esse foi mais um daqueles concursos em que ele ganhou experiência para novas disputas. Pois, não foi bem assim e esse foi seu primeiro caso de sucesso.

Para conseguir uma vaga em uma seleção tão disputada, ele usou uma arma que a maioria provavelmente não possui. Engenheiro de Engenheiro de Infraestrutura Aeronáutica formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Victor usou conhecimentos avançados em Estatística, área em que, por sinal, ele é mestre pela Universidade de Brasília (UnB) para avaliar e distribuir o seu estudo. “Então eu sabia a priori tudo que precisava fazer. Isso me deu uma vantagem enorme!”, disse Victor Maia, que também é especialista em Aprendizagem pela Universidade da Califórnia e doutor em Economia pela Unlam, na Argentina.
 
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Victor Maia tem 34 anos e atua comoauditor de obras na Presidência da República, em Brasília, onde reside com esposa e dois filhos. Antes de ser servidor público, ele trabalhou no mercado financeiro, segmento em que certamente desenvolveu boa parte de suas habilidades com a Estatística. A expertise nos cálculos também foi fundamental para outros casos de sucesso. Ele também conseguiu classificação para o cargo de especialista na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), em 2011, e para perito da Polícia Federal, em 2013. O auditor foi aprovado, ainda, nas seleções para o analista do Banco Central, em 2010, e para consultor da Câmara dos Deputados, em 2014.

“O meu sonho era ser perito da Polícia Federal. No caminho, fui aprovado para CGU e lotado na Presidência da República, como auditor de Obras Públicas. Quando fui convocado para Perito (o concurso ficou 1 ano suspenso) minha esposa já estava grávida do meu segundo filho e ambos estavam garantidos na cheche daqui (a Polícia Federal não possui esse benefício). Também já havia sido promovido e ganhava mais. Decisão difícil, mas resolvi ficar”, relembra Victor, que, no concurso para a CGU, ficou na segunda colocação em um total de 20 vagas. Para perito, ele ficou em quarto lugar, frente a uma oferta total de 19 vagas.

A partir de sua experiência em concursos públicos e de seus conhecimentos de Matemática, Estatística e Aprendizagem, Victor Maia desenvolveu o QualConcurso, um software on-line para estudos, que possui áreas dotadas de tecnologia e ferramentas para os processos de preparação e de avaliação da performance do usuário, dia após dia. Para se ter ideia, por meio da plataforma, o internauta sabe o concurso que tem mais chance de passar em cada momento de sua trajetória, bem como para quais disciplinas deve direcionar os seus esforços.

Para ter sucesso em concursos tão difíceis e cobiçados, Victor acredita que a forma como se preparou teve papel decisivo. A partir de sua experiência, ele diz algo que os concurseiros, em geral, não estão muito acostumados a ouvir. “O método e a estratégia fazem muito mais diferença que o esforço. “Eu costumo comparar o processo de aprovação ao de uma pessoa perdida em uma floresta. Se você não sabe onde está, nem para onde está indo, não adianta correr em círculos, por mais rápido que seja. Alguma pessoas são aprovadas no que eu chamo de “ato de fé”. Baixam a cabeça e andam até acharem uma saída. Esse método pode até funcionar, mas muito provavelmente leva muito mais tempo e necessita de muito mais esforço.”

Para ele, dar a direção correta para o esforço pessoal de se preparar para um concurso faz toda a diferença. “Se você sabe onde está e para onde quer ir, a caminhada é muito mais serena e chaga-se ao objetivo muito mais rápido. O fato de se sentir no controle de situação é fundamental para controlar a ansiedade, manter a calma, estudar com qualidade e consequentemente fazer uma boa prova e ser aprovado.”

O método, sem dúvida, é decisivo em qualquer estratégia para alcançar metas. Na área de concursos não é diferente. Mas, o melhor dos planejamentos não faz milagres. Ou seja: um bom plano de estudos não exime o candidato de ter empenho, disciplina e força de vontade. Os dois juntos, afirma Victor Maia, apenas encurtam o caminho rumo à aprovação. “Não adianta saber o destino sem caminhar. A melhor das estratégias é inútil se você não estuda!”
 
Assim como dez entre dez concurseiros, Victor Maia começou a buscar a carreira pública com o objetivo de ter um trabalho que lhe proporcionasse estabilidade, boa remuneração. Ele também estava de olho em ter um pouco de disponibilidade de tempo para que, em paralelo, pudesse se arriscar como empreendedor. “O serviço público me deu a estabilidade para que eu realizasse meus sonhos: pessoais, acadêmicos e profissionais!”, destaca Victor.
 
A quem alimenta o objetivo de ingressar na carreira pública, o auditor da CGU dá um conselho: é fundamental se preparar para uma disputa que, com o passar dos anos, torna-se cada vez mais profissional. “Vivemos em um mundo onde as coisas acontecem muito rápido. Dez anos atrás quem perdeu o bonde dos cursos online perdeu a oportunidade de ser aprovado quando as vagas eram mais fartas. A partir de agora, com toda essa tecnologia auxiliando parte dos candidatos, a aprovação ‘na raça’ será cada dia mais rara.”
 
Outra orientação do especialista é para que os candidatos evitem se preparar como fazem, em geral, os concurseiros. “Pare de fazer o que a maioria faz. A maioria nunca será aprovada”, diz Victor Maia, que sugere o que, segundo ele, são quatro passos importantes de uma boa preparação. “Procure se avaliar sempre, escolha a área com a qual tem mais afinidade e chance de aprovação, planeje-se e aprenda a estudar de forma mais eficiente. Esses são os quatro passos fundamentais para a aprovação em concurso público”, conclui Victor Maia.

Site do Qualconcurso: www.qualconcurso.com.br

Se você também conquistou sua vaga no serviço público e é um exemplo de superação, envie seus contatos para o e-mail [email protected] com.br. Em breve, sua história poderá ser contada nesta coluna

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