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Concurso Pedro II 2017: dicas de estudo para reta final

Resumo: A FOLHA DIRIGIDA Online conversou com professores do Estudo Dirigido Psi sobre os pontos mais cobrados nessas disciplinas, melhores métodos de estudo e o que pode surpreender na cobrança da banca.


As provas do Concurso Pedro II 2017 estão se aproximando, com data marcada para 3 de setembro. Para auxiliar seus estudos nessa fase final, FOLHA DIRIGIDA Online conversou com professores do Estudo Dirigido Psi das disciplinas de Língua Portuguesa, Informática e Legislação, sobre os pontos mais cobrados nessas disciplinas, melhores métodos de estudo e o que pode surpreender na cobrança da banca.

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Das 50 vagas oferecidas, 13 são de nível superior (classe E) para os cargos de analista de tecnologia da informação, assistente social, contador, engenheiro da área elétrica, estatístico, médico/psiquiatra, nutricionista, psicólogo e técnico em assuntos educacionais. A remuneração dos cargos é de R$4.180,66 e, na seleção, os candidatos farão a mesma prova objetiva de conhecimentos específicos.
 
Com aplicação nos campi localizados no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, as provas terão questões de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Quantitativo, Informática e Legislação, além de conhecimentos específicos relativos ao cargo almejado.
 

Legislação na prova do Concurso Pedro II: domine a letra da lei

O professor de Direito Administrativo e Direito Constitucional Marcelo Chaves afirma que um dos pontos mais cobrados nesse tipo de concurso é Administração Pública, que está na constituição entre os artigos 37 e 41, na Lei 8.112 de 90.
 
 
Todo estudo de concurso público para essa disciplina começa pela letra da lei, porém, hoje em dia, possuir somente esse conhecimento não é o suficiente para ter aprovação no concurso. Depois de segmentar o que diz a lei e a Constituição, o estudante deve partir para o estudo dos Tribunais Superiores sobre os temas.
 
Normalmente, os erros em Legislação são decorrentes da falta de atenção. “Por incrível que possa parecer, quanto mais conhecimento o candidato tem do assunto, mais sujeito a erro ele está”, diz, explicando que o excesso de autoconfiança pode levar o candidato a não prestar atenção nas questões.
 
Como o concurso não é voltado à área de Direito, normalmente não há surpresas nas questões da prova. “Surpreenderia muito se não fosse exigido do candidato conhecimento da letra da lei, da letra da constituição, e fosse exigido somente conhecimento doutrinado sobre os temas, porém é pouco provável que aconteça”, afirma.
 
Marcelo diz que o melhor método de estudo para concursos, o qual sempre comenta em sala de aula, são os “3 Rs”: renúncia, renúncia e renúncia. “Se a pessoa não abrir mão de muita coisa na vida privada, ela não vai obter êxito”, completa. 
 
A aprovação no concurso público necessita então de dedicação e querer muito ser aprovado, afinal, o nível da concorrência está cada vez mais elevado. Segundo o professor, um candidato que há cinco anos conseguia aprovação não conseguiria nem chegar perto dos primeiros lugares somente com o estudo que teve naquela época.
 
É aconselhado o planejamento para conseguir estudar todos os dias. Geralmente o recomendado, quando possível, é que se comece a preparação bem antes do edital, porém este não é o caso do Colégio Pedro II. O melhor caminho é então o treinamento por provas anteriores. Para referência bibliográfica, o professor recomenda qualquer autor que comente sobre esses dispositivos legais - ele diz não haver um autor específico para se estudar.
 
Como o edital já saiu e a prova tem data marcada, pode-se comparar o concurso a uma corrida de 100 metros rasos. Nessa modalidade de corrida, o competidor precisa dar tudo de si desde o começo, diferente de uma preparação pré-edital, que seria uma corrida de 5.000 metros, no qual precisa manter o ritmo e quem corre na frente leva vantagem. Para passar em um concurso, você deve correr na frente.
 
Na hora da prova, a dica é começar sempre pelas matérias que domina mais, pois, como tudo na vida, a confiança ajuda muito ao fazer prova. Se começar por uma matéria que não tenha tanto domínio, vai perder parte da confiança ao longo da prova. O pensamento “essa eu sei, só faltam 99 questões” te ajuda a seguir em frente acreditando em seu potencial.
 
Por fim, o candidato não deve se desesperar perante o conteúdo. “Em concursos como este do Colégio Pedro II, onde se exige do candidato o conhecimento de matérias que não são afetas à sua área de atuação, Direito para profissionais da área da saúde, nossa mensagem para os alunos é para que mantenham a calma”, diz. 
 
Além disso, mesmo que não sinta afinidade com a matéria, o candidato não deve ter aversão à disciplina. “Abram o coração! Leiam, releiam e, com toda certeza, o Direito Constitucional e o Direito Administrativo contribuirão para sua aprovação”.

Informática: estudo da teoria e da prática

O professor Marcelo Nascimento, que leciona Informática, afirma que todos os tópicos da disciplina são essenciais na prova. “São dez questões de Informática para seis tópicos, sendo alguns tópicos estão subdivididos, então todos são importantes”, completa. 
 
Entretanto, o que deve ser mais estudado depende de cada candidato e suas dificuldades. O candidato que já vem estudando há mais tempo deve se dedicar aos aspectos que não estudou tanto. Já os que estão começando agora e tem basicamente 60 dias até o dia 3 de setembro, sem ter estudado nada, precisam tirar em média 30 minutos por dia para Informática e assim, até a prova, terão 30 horas de estudo.
 
Para essa disciplina, é necessário o estudo da teoria e da prática. Marcelo diz que os maiores erros na prova vem dos candidatos que começam a estudar Informática para concurso e acham que a prática é o suficiente para a questão. “É preciso estudar mais e ‘fuxicar’ os programas, principalmente por esse edital não ter bibliografia recomendada”, completa.
 
Uma coisa é somente ler, memorizar e decorar, desejando fazer uma boa prova só com esse grau de conhecimento. Porém, Informática se volta para a prática, não sendo somente sua prática pessoal do dia a dia. Precisa conhecer a teoria e praticá-la, mexer nos programas, formatar documentos e etc. “Quando estudar, imagine um computador à sua frente e não se assuste pela complexidade da matéria.”
 
O professor afirma que, no próprio edital, a banca organizadora diz que as questões visam a avaliar habilidades e não o mero conhecimento memorizado. Sendo assim, ela não está preocupada com a decoreba, mas com a habilidade de compreensão, aplicação, avaliação, análise e síntese, valorizando a capacidade de raciocínio.
 
Marcelo diz que não há como saber se haverá surpresas nas questões, por a prova ser organizada pela própria comissão do Pedro II. “Nos surpreendemos com o que temos referência, então o que preocupa é não conhece as provas, por não existem questões anteriores para comparar.”
 
O professor, por fim, recomenda três referências bibliográficas para o candidato, para auxiliar no aprendizado da teoria. Os três livros se chamam “Informática para Concurso”, sendo um deles por Renato da Costa, um por Rodney Idankas e o outro, por João Antônio Carvalho.
 

Tópicos de Gramática têm destaque em Língua Portuguesa

O professor de Língua Portuguesa André Moraes afirma que todos os tópicos de Gramática ligados ao texto são recorrentes nas provas de concurso. Entre eles, o professor destaca questões de semântica, no qual é selecionado um fragmento do texto e é perguntado qual palavra mantém o mesmo sentido daquela destacada no texto; paráfrase, sendo nada mais que reescrever um texto mantendo o contexto original; e pontuação, que pode ter um foco sintático (inversão de elementos, valor de vírgulas) ou semântico.
 
Por: Érica Bastos - [email protected]

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