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Especialista explica importância da preparação física em provas


Além de enfrentar a maratona de questões de um processo seletivo em concursos públicos, em alguns casos, como para o cargo de carteiro dos Correios, os candidatos também precisam mostrar muita disposição e preparo para superar os testes físicos, que também reprovam muitos
participantes. Barras, flexões, abdominais, saltos e corrida podem frustar sonhos de candidatos. Porém, uma boa preparação física é fundamental e pode ser determinante para a aprovação.

"As pessoas que se preparam para concursos tendem a colocar a preparação teórica em primeiro plano. Nem sempre isso é viável, pois os concursos da área pública exigem bastante nos testes de aptidão física (TAF). O candidato estuda por meses ou anos, mas quer fazer a preparação física apenas quando é publicado o edital, faltando pouco tempo para os testes", afirma o professor de educação física Walter Molina, que montou a empresa de assessoria esportiva Natal Runner e descobriu na preparação de candidatos de concursos públicos um novo nicho no mercado.

De acordo com o professor, atualmente, o concurso dos Correios para os cargos de carteiros e operador de triagem e transbordo é um dos que exigem a preparação. A avaliação de aptidão física consta da realização de flexões na barra fixa, teste de força no dinamômetro e corrida de 12 minutos. Os parâmetros variam conforme o sexo. Para os homens, por exemplo, será exigido um mínimo de três flexões na barra e 2.200 metros de corrida.

Walter Molina explica que a prova não é longa, mas bastante intensa, de metas difíceis. "Eles realmente querem selecionar bem. Se o candidato é sedentário, não se preparou, vai sentir dores nas articulações, no coração, uma série de dificuldades", diz.

Segundo Molina, o maior erro é deixar o treinamento para a última hora, quando sai o resultado da prova objetiva. Muitas vezes não dá tempo de correr atrás. "Essa preparação tem de ser paralela aos estudos. Só para ilustrar, uma pessoa que não faz nenhuma barra fixa ou que não tenha esse hábito, demora em média de 20 a 30 dias para conseguir fazer a primeira. E entre o resultado das provas e o teste físico não dá tempo. Nos Correios, por exemplo, vão ser exigidas três barras. E das reprovações em testes físicos, 90% são na barra fixa." diz.

Sobre a estratégia da corrida, Walter Molina explica que o candidato precisa entender como fazer a prova. Muitos querem treinar no mesmo horário da prova, geralmente entre 12 e 14 horas, horário de forte sol. É um erro, a corrida é intensa, mas dura apenas 12 minutos. O sol é sempre um fator de desgaste, pois tira a resistência e mina o treino. O melhor horário é no começo da manhã e no início da tarde", aconselha.

O objetivo na preparação deve ser o cumprimento das metas do edital. "O treinamento é conjunto, mas a preparação é individual. Cada um busca cumprir sua meta, de acordo com suas condições para isso. Portanto, a preparação física é o diferencial que pode decidir a vaga
em vários concursos", conclui Molina.

 

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