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Bruno Meirinho destacou a importância da particação popular na gestão pública


Bruno Meirinho, candidato da frente de esquerda pelo Psol, é advogado formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde participou do movimento estudantil e foi coordenador-geral do DCE. Há quatro anos candidatou-se à Prefeitura de Curitiba com a campanha "Por uma cidade sem catracas". Atualmente, participa de movimentos populares, em especial na luta por moradia.
 
Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, Meirinho destacou a importância da participação popular na gestão pública, pretendendo fazer da democracia real um legado para Curitiba. O candidato também defende a desprivatização dos serviços públicos: "Uma gestão realmente pública, com transparência e controle popular tem melhores condições para aplicar os recursos com a racionalidade necessária. Cortando o desperdício das privatizações e revendo prioridades, teremos mais recursos para Cultura, Educação e Saúde", falou.

Priorizar o transporte coletivo, abrindo faixas exclusivas para o trânsito dos ônibus e implantar ciclofaixas ao longo das vias estruturais da cidade, garantindo a conexão da ciclomobilidade para o uso cotidiano, para o trabalho, o estudo e para o lazer, são metas do candidato para melhorar a infra- estrutura da cidade. "Vamos desprivatizar o serviço em um projeto de médio prazo, adquirindo uma frota pública de ônibus e realizando uma auditoria nas planilhas de custos administradas pelas empresas privadas e pela URBS", explicou o candidato do Psol.

Na Saúde Pública, Meirinho pretende, entre outras propostas, incorporar os agentes comunitários ao serviço público efetivo, melhorar seus salários e condições de trabalho, além de contratar mais profissionais, pois, segundo o candidato, o número atual de agentes é insuficiente. Para isso, o candidato defende a aplicação de 15% do orçamento no serviço de saúde pública. Uma de suas metas é também ampliar o orçamento da Educação Pública e da Cultura para 33% do orçamento municipal. Com isso, Meirinho pretende ampliar as vagas nas creches públicas e ampliar o efetivo de servidores para garantir o cumprimento da hora-atividade de 50%, a partir de 2015.

O excesso de cargos comissionados e a forte hierarquização (excesso de chefias e níveis de subordinação) são as razões que, na opinião do candidato, causam uma administração pública burocratizada em que os servidores de carreira não se sentem valorizados, e por conseguinte ocorrem as greves. A meta do governo será reduzir o número de cargos comissionados e priorizar a nomeação de servidores de carreira para funções de coordenação e direção.

Com relação a UPS, Meirinho pretende que a política de repressão seja emergencial, e não permanente. "A longo prazo, temos que reduzir a violência em Curitiba com políticas sociais, que diminuam a grave desigualdade que existe hoje na cidade. Se não enfrentarmos a causa da violência, isto é, a grave desigualdade, a polícia nunca será suficiente", pontuou.

Na Copa do Mundo, o candidato indicou que irá consultar a opinião da população a respeito do evento e dos contratos firmados pelo governo anterior para a sua realização, através de plebiscitos. "Somos contra a destinação de recursos públicos para a obra privada do Estádio Joaquim Américo, e vamos deixar a decisão para a população. Realizaremos as obras necessárias para a cidade, com uma visão de longo prazo para a qualidade de vida", destacou o advogado.

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