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Veja segunda parte da entrevista com Pedro Paulo


Leia agora a segunda parte da entrevista com Pedro Paulo, candidato a prefeito do Rio. Perdeu a primeira parte? Então, clique .
 
Na área de educação, vai manter uma política regular de concursos, principalmente para professores? Até porque há planos de abrir novas unidades, certo?
Isso. Educação vai ser sempre com servidores públicos estatutários. Concursos para professores e profissionais da educação. Meu plano de governo é colocar todas as crianças da rede pública de ensino, as 650 mil, em horário integral. Ensino fundamental em sete horas e educação infantil, oito horas. Isso prevê o investimento de R$5,8 bilhões nos próximos quatro anos e a contratação de 12 mil professores. De um lado, a migração de carga horária de professores que têm contratação de 16 horas e 22 horas e meia, e também convocação do banco de concurso e abertura de novos concursos para profissionais de educação.

E além de professores, há outras demandas também na área de educação? Pessoal da área de apoio?

Tem. Não só para concurso, mas também de revisão dos planos de cargos e salários. Nós ficamos devendo isso, por exemplo, à categoria de administrativos da prefeitura. É um reconhecimento que eu quero fazer aqui, de público. A gente tem um contingente de quase sete mil servidores administrativos a quem estamos devendo a revisão do plano de cargos e salários. E eu quero fazer essa revisão como prefeito. Sobre outros concursos novos, no meu plano de segurança, por exemplo, eu quero contratar outros 2.500 guardas municipais, todos eles estatutários, para que possamos, além da proteção do patrimônio e da ordem pública, entrar de cabeça na questão da segurança urbana. E isso será feito com guardas municipais estatutários.

A Guarda teve concursos em 2012, tanto para guarda quanto para a área de apoio. Mas para guarda, foram abertas 2 mil vagas e só 300 chamados. No caso da área de apoio, ninguém foi chamado ainda. Então, o senhor vindo a ser prefeito do Rio de Janeiro, vai fazer essas convocações?

É importante esclarecer que acabamos de chamar 300 guardas, que trabalharam conosco nas Olimpíadas. Nesse plano de 2.500, eu quero em parte utilizar o concurso, que ainda está em vigor, e também abrir um concurso novo, para que possamos completar o efetivo em 10 mil guardas até 2020 e complementar o trabalho da segurança urbana.
  
 
 
Em relação à ordem pública, existe a função do fiscal de posturas, responsável pela fiscalização do espaço público, dos estabelecimentos comerciais. Para esse cargo a Prefeitura não faz concurso há mais de 20 anos. O senhor pretende retomar a realização de concursos para essa categoria?
Vou avaliar. Porque não abrimos concursos, mas também fizemos a revisão salarial e do plano de carreiras desses fiscais de atividades. Demos um aumento expressivo para esses fiscais de atividade econômica. Tem sempre um equilíbrio entre melhorar o plano de carreira desses servidores e abrir concurso para os seus cargos. Nós priorizamos melhorar a condição dos fiscais de atividade em detrimento a um novo concurso. Nos próximos quatro anos, vamos avaliar qual será a próxima prioridade.

A Prefeitura abriria este ano um concurso para agente educador, que é um cargo com grande carência de pessoal. Mas o concurso foi adiado depois que a Câmara dos Vereadores propôs a alteração da escolaridade da carreira, de nível fundamental para nível médio/técnico. Qual a sua opinião sobre o assunto? O senhor considera adequada essa alteração? Pretende resolver logo essa situação e abrir o concurso?

Eu acredito que sempre que a gente aumenta o nível de escolaridade é melhor. Quanto mais qualificado estiver o nosso profissional, principalmente na educação, sobretudo na educação infantil, que é o período mais importante do ciclo educacional, sem dúvida nenhuma, aumentar o nível de escolaridade é algo sempre bem-vindo. Como prefeito eu vou continuar insistindo isso. E assim que resolver essa situação, vou fazer esse concurso.

Existem outras áreas da administração pública nas quais o senhor já tenha detectado carência de pessoal? E nesse caso, o senhor vai fazer concursos para suprir essas carências?

Na área de engenharia e arquitetura a gente sempre tem uma necessidade, para aumentar não só a parte de projetos, mas para melhorar a qualidade das obras e sua fiscalização. Temos uma demanda grande de engenheiros e arquitetos. Tem outras categorias também. Por exemplo, na parte de gestão, como chefe da Casa Civil eu criei a carreira de analista de gerenciamento de projetos e metas, que acompanha o plano estratégico. É também uma demanda cada vez maior. Para acompanhar planejamento, metas, todo o plano que temos de bonificação, dos acordos de resultados que pagam 14º, 15º salários para os servidores. Ou seja, em algumas carreiras, sim, para melhorar cada vez mais a estrutura da prefeitura, de seus servidores públicos, para melhorar os serviços na ponta para o carioca.

Qual é a opinião do senhor em relação à terceirização do serviço público e aos cargos comissionados? Acredita que no Rio de Janeiro eles poderiam ser reduzidos? E no caso dos cargos comissionados, acredita que deveriam ser exclusivos dos servidores de carreiras ou pelo menos ter uma parcela exclusiva para esses servidores?
Eu não sou contra a terceirização até um certo ponto, nos serviços intermediários, por exemplo. Em um hospital, a gente pode ter um médico estatutário, um enfermeiro estatutário, mas pode também em toda a parte de hotelaria do hospital ter serviços terceirizados. Limpeza, algum apoio administrativo. Não tenho qualquer tipo de problema em relação à terceirização. Há funções que são de Estado e outras em que o servidor não precisa ser estatutário. Em relação aos cargos, acho que é saudável que existam, seja para serem ocupados por servidores públicos, seja por pessoas trazidas de outras áreas da iniciativa privada e da própria política. Não tenho qualquer tipo de preconceito em relação a isso. Acho que é saudável para a administração poder ter essa mescla. Agora, é importante isso ser feito com gestão, com estratégia. E foi o que fizemos na administração e o que eu quero aprimorar como prefeito.

Quanto à terceirização, o senhor disse que não vê problema em cargos da área meio. Mas no caso da saúde, a OS não é um tipo de terceirização?
São contratos de gestão e eu não vejo problema nisso. A gente precisa de agilidade nas clínicas da família, em processos de logística, distribuição de medicamentos. Temos 100 clínicas da família. Vamos chegar a 135. Isso significa uma necessidade de logística, de compras, mais rápidas, mais eficientes e que muitas vezes o serviço público clássico, estatutário, não permite. Acredito que poder ter esses dois tipos de modelos à sua disposição é muito mais eficiente. A gente não pode perder a dimensão de que quando, por exemplo, o cidadão chega em uma clínica da família, ele não quer saber se o servidor é público ou terceirizado. Ele quer um bom atendimento de saúde. Então, a gente pode equilibrar as duas coisas, para melhorar a qualidade para o carioca. Porque, no final das contas, nós somos prestadores de serviços daqueles que pagam impostos e daqueles que estão aí na cidade precisando da prefeitura para melhorar a qualidade de vida dele. Acredito que o gestor tem que dispor dessas ferramentas.

A OAB-RJ está elaborando uma proposta de Estatuto do Concurso Público e vai enviá-la ao prefeito e ao governador, para que seja encaminhada ao Legislativo. O senhor assumiria o compromisso de enviar esse projeto de lei à Câmara ou até mesmo elaborar um projeto da própria prefeitura?
Não posso assumir um compromisso com aquilo que não vi. Não tenho qualquer problema em analisar o que possa ser um avanço para os concursos públicos. Não conheço o projeto da OAB, mas estarei sempre à disposição para recebê-lo. Comigo vai ser sempre de forma franca e direta. Se eu concordar, vamos em frente.

Em todas as eleições, a população ouve muitas promessas de melhorias, mas quando o candidato é eleito acaba não colocando tudo em prática e o discurso é sempre o da falta de verba. Que garantias o senhor pode dar para o eleitor de que vai cumprir seus planos de campanha?

Olha, o governo que derrubou a perimetral, que acabou com a enchente na Praça da Bandeira, que realizou a Olimpíada com o país em crise, que transformou em realidade o único projeto de VLT desse país, ou seja, um governo que entregou muito mais do que prometeu, é um governo que tem credibilidade para dizer que vai fazer mais. E com essa credibilidade de quem, com muita honra, ficou ao lado do prefeito Eduardo Paes, é que eu me apresento aos cariocas, para que a gente possa fazer muito mais pelo Rio de Janeiro.

Colaborou Priscila Gomes

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