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Major da PM divide prêmio com equipe


Surpresa e felicidade. Foi assim que a major da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Pricilla Azevedo recebeu a notícia que foi uma das pessoas eleitas do Prêmio Personalidade Cidadania 2012, uma iniciativa da FOLHA DIRIGIDA, da Associação Brasileira de Filosofia (ABF) e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Foram eleitas dez personalidades e três instituições que atuam de forma significativa no cenário da cidadania, tanto no Estado do Rio como no país.
 
Segundo a oficial, ela realiza um trabalho difícil, que não seria possível sem uma equipe. “Agradeço muito a escolha, pois fui eleita por pessoas diferenciadas da sociedade, que não vivem a realidade da Segurança Pública. É bom ter o reconhecimento dessa parte da sociedade”, disse. Com sua humildade, a major atribuiu a conquista aos seus chefes. “Esse prêmio é fruto da confiança dos meus superiores e dos policiais que atuam nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Consegui mostrar a eles que o morador da favela pode ter uma polícia diferenciada”, afirmou Pricilla.

De acordo com ela, quem vive em favela pacificada precisa ser tratado com mais atenção pelas autoridades policiais. “Esses moradores merecem um empenho maior por parte dos policiais, pois são pessoas que precisam de segurança. A realidade deles era muito diferente da atual". Atualmente ocupando o cargo de coordenadora-geral de Programas Estratégicos para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Secretaria de Segurança, a policial militar aplaudiu a iniciativa da FOLHA DIRIGIDA.

“Premiar cidadania é muito importante. E cidadania é a possibilidade de viver com seus direitos preservados”, disse. Ela acredita que foi uma das escolhidas por conta de sua vontade inesgotável de fazer o melhor pela população fluminense. “Todo profissional tem seu horário de trabalho. Mas na UPP não basta cumprir seu horário. Quando estava à frente no Santa Marta (em Botafogo, primeiro morro a receber uma UPP), eu vivia a favela. Eles queriam atenção. A cada ação realizada, provamos que estávamos a favor deles. Essa é a verdadeira política de proximidade”, declarou.
 
Na opinião da oficial da PM, não é possível exercer a plena cidadania sem acesso à educação. Ela afirmou que a noção de justiça dos moradores do Santa Marta é distorcida. “A noção de justiça que eles tinham era reflexo de quando não existia lei na favela. Mas, com o nosso trabalho diário, conseguimos mudar esse conceito.”

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