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Professor explica como se preparar após definição da banca organizadora


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou no início do mês o Cespe/UnB como banca organizadora responsável pelo seu próximo concurso público. Com a aproximação da publicação do edital e da realização da prova, os candidatos a uma das 950 vagas ofertadas pela autarquia entram em fase final de estudos e começam a se preparar visando o formato de provas específico que é aplicado pelo Cespe/UnB.

A banca organizadora é conhecida por seu modelo de provas “certo e errado”, que difere da ampla maioria das provas de concursos públicos que contam com cinco alternativas em cada questão (sendo apenas uma correta). As provas do Cespe/UnB possuem apenas duas opções de resposta: correto ou incorreto. Mas é na pontuação que está a polêmica, pois cada erro do candidato anula um acerto. Em uma prova com 100 questões, por exemplo, um candidato que acerta metade das questões e erra a outra metade fica com a pontuação final igual a zero.

Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o professor de Língua Portuguesa e coordenador pedagógico da escola CERS Cursos Online, Rodrigo Bezerra, afirmou que os candidatos devem ter muito cuidado com o estilo de provas aplicado pela banca organizadora, que exige maior interpretação do candidato. “Ela não vai cobrar simples e unicamente a ‘decoreba’, como faz comumente a Fundação Carlos Chagas, que era o instituto esperado. Ela é uma banca que cobra além dessa ‘decoreba’ um pouco de entendimento, de compreensão. Então o candidato precisar interpretar melhor a prova para poder se dar bem”, afirmou ele.

O professor também lembrou que uma questão deixada em branco não soma nem subtrai pontos, mas ressaltou que o candidato não deve abusar desse recurso. Segundo ele, um ponto positivo do Cespe/UnB é que as provas costumam sempre ter sempre o mesmo nível. “Você pode observar ou sacar que as provas do Cespe têm um nível muito equânime, então o candidato pode treinar com qualquer prova da organizadora que vai estar se preparando. Ela não faz muito bem distinção de nível médio para o superior, as provas têm um nível praticamente padrão”, comentou Rodrigo Bezerra.

Thays Reis, de 18 anos, se prepara desde o começo do ano para o concurso do INSS. De manhã ela estuda no curso preparatório e durante a tarde e aos domingos estuda em casa. Sobre a escolha do Cespe/UnB como banca organizadora a estudante disse que ficou apreensiva no início. “A gente ficou um pouco assustado com a escolha do Cespe como organizadora, porque é considerada a mais difícil. Todo mundo teme ela porque se você assinala uma (questão) errada ela anula uma certa, e você fica meio que desesperada”, aponta. A estudante, porém, ressalta que a escolha tem um lado positivo. “Mas o lado bom é para quem estuda, pois não tem para aonde você ir, ou você sabe ou você sabe. Não tem como ficar chutando nem nada. Agora eu já me conformei que será a Cespe e é isso. Facilita para quem se preparou”, afirmou ela.

Thays contou que costuma estudar por meio da resolução de questões e que com a escolha da banca passou a resolver e focar nas questões anteriores do Cespe. Essa também é uma dica do professor Rodrigo Bezerra, que lembra que o candidato deve estudar a fundo a matéria de Direito Previdenciário e iniciar a preparação final para o concurso. “Eu reforço a resolução de questões e o aprofundamento no conhecimento de Direito Previdenciário. Agora é a hora em que quem vai concorrer para o INSS tem que dar o ‘sprint’, tem que dormir pouco, tem que estudar mais, revisar, sair um pouco do conteúdo teórico e partir para o conteúdo de resolução de questões. O conteúdo mais prático, já como um pré-treino para a prova”, finalizou ele.

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