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Agente de telecomunicações será um dos destaques da nova série de concursos


A Polícia Civil já iniciou os preparativos para abertura de uma nova série de concurso públicos, destinada ao preenchimento de vagas em carreiras policiais. Os pedidos já foram encaminhados à Casa Civil e devem ser autorizados pelo governador Geraldo Alckmin já no início do ano, como informou em entrevista recente á FOLHA DIRIGIDA o diretor da Acadepol, Mario Leite de Barros Filho. Ao todo foram solicitadas 3.176 vagas, número que pode cair com o aproveitamento de remanescentes dos concursos em andamento. O grande destaque da nova série fica por conta de agente de telecomunicações, cargo que exige apenas nível médio completo e conta com vencimentos iniciais de R$3.995, já incluindo o adicional de insalubridade. A expectativa é de que o cargo conte com cerca de 250 vagas autorizadas, que serão todas destinadas ao novo concurso, tendo em vista que todos os remanescentes do concurso anterior, realizado em 2012, já foram convocados. A necessidade de uma nova seleção para o cargo já vem sendo destacada pela Polícia Civil desde o início do ano. Durante a posse do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, em fevereiro deste ano, o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Maurício Blazeck, revelou que órgão já havia iniciado o planejamento para um novo concurso no cargo.
 
Outro cargo que deve contar com vagas exclusivas para novos concursos é agente policial, que não esteve na última série de concursos por ainda contar com remanescentes da seleção anterior. Os primeiros editais devem ser publicados no segundo semestre de 2015, período no qual a Acadepol já terá concluído todos os concursos em andamento atualmente. “Nós estamos concluindo os concursos em andamento e estaremos em condições de desencadear uma nova série de concursos. Nós já temos tudo preparado para a realização dos certames da forma que a gente já vem realizando”, destacou o diretor.
 
Além da carência, a nova série é motivada pelo número de aposentadorias previstas para os próximos anos, decorrentes da Lei Complementar 144/2014. O texto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em maio, reduz de 70 para 65 anos a aposentadoria compulsória para o serviço policial. A lei já deve gerar um impacto no balanço de aposentadorias deste ano. De acordo com João Batista Rebouças da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do estado de São Paulo (Sipesp), somente para o cargo de investigador existem cerca de 2.500 servidores em condições de se aposentar. A lei não atinge as carreiras de oficial administrativo e técnico de laboratório, que não são consideradas atividades policiais. As carreiras passaram a integrar o cargo da Polícia Civil em 2013 e não irão fazer parte da nova série por já contarem com concursos em andamento.
 
Entre as carreiras que contam com pedidos de autorização estão nove de nível médio (agente policial, auxiliar de papiloscopista, atendente de necrotério, papiloscopista, desenhista, auxiliar de necropsia, agente de telecomunicações e fotógrafo) e cinco de nível superior (investigador, escrivão, perito, médico legista e delegado). Destas, apenas agente policial, auxiliar de papiloscopista, papiloscopista e agente de telecomunicações não fizeram parte da última série. As remunerações entre as funções variam de R$2.793 a R$ 8.252,59, sendo que todas ainda contam com o adicional de insalubridade, no valor de R$543,27.
 
 
 

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